out 29 2013

Obesidade infantil

“Crianças obesas, adolescentes infelizes, adultos doentes.”

A obesidade infantil é um dos problemas de saúde pública mais graves do século XXI. A OMS (organização mundial da saúde) entende que a obesidade se tornou uma epidemia.



Causas:
-Hábitos alimentares errôneos, (escolha, quantidade e freqüência dos alimentos)
-Estilo de vida familiar,

Muitas pessoas no dia-a-dia têm muitos compromissos durante o dia e acabam tendo que almoçar, jantar ou fazer um lanche em fast foods - um mau hábito que pode passar dos pais para os filhos e dos filhos para os netos.
-A falta de atividade física,

É preocupante o excesso de horas em frente à televisão, videogames e computadores causando uma inatividade física. Atividades de integração familiar devem ser estimuladas como amarelinha, esconde esconde, pular elástico, corda, jogos com bola como alerta, queimada…além de ser divertido e unir mais a família é uma maneira de gastar a energia da molecada.
-Genética: se um dos pais for obeso = 50% de risco, se ambos forem obesos = 80% de risco.

A obesidade pode trazer sérias complicações à saúde, não se trata de um problema meramente estético. Além de frequentemente sofrerem “bullying” por parte dos colegas, as crianças obesas tendem a se tornar adultos obesos e têm maior probabilidade de adquirir mais cedo doenças cardiovasculares, diabetes, problemas articulares (artrose, artrite), respiratorios. Além de distúrbios psicológicos, isolamento, depressão e baixa auto estima.

A dieta tem um papel importante neste processo, pois pode desencadear um desequilibro entre a ingestão e o gasto energético.

 A importância do equilíbrio entre a alimentação natural e do consumo de certos alimentos industrializados.
Ao escolher um alimento industrializado não devemos apenas pegar os mais baratos ou as marcas mais conhecidas. Devemos comparar os rótulos.
Alguns são excessivamente calóricos ou com altos teores de gordura, sódio e açúcar.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma resolução que os anúncios de produtos com altos teores de açúcar, sódio e gorduras trans e saturada tivessem um alerta sobre os problemas à saúde que podem causar. O objetivo era proteger o consumidor infantil. A resolução foi vetada depois que o mercado publicitário e os fabricantes de alimentos questionaram sua legalidade.

Atenção aos vilões:

Sódio

Em excesso, complica o trabalho dos rins, que não vão conseguir eliminá-lo. Ele vai provocar a retenção de água e aumenta a pressão arterial, causando, com o tempo, problemas cardiovasculares e renais. Quem pensa que tudo isso é problema de adulto, está muito enganado. É na infância que a história começa e alguns pequenos já apresentam a pressão elevada mesmo antes dos 5 anos.

RDA sódio: 1 a 3 anos 1.000 mg/dia    4 a 8 anos  1,200 mg/dia

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Além da pressão alta, o excesso de consumo de sódio pode prejudicar seu emagrecimento, devido a maior retenção de líquidos. Portanto, modere no consumo de alimentos industrializados e utilize pouca quantidade de sal para preparar suas refeições.

Gordura

A gordura não deve nunca ser excluída da dieta infantil. Ela é fundamental para a formação do sistema nervoso, a manutenção da temperatura do corpo e a produção de alguns hormônios. Se ingerida gordura em excesso, a criança estará ultrapassando a quantidade diária de calorias necessárias para seu bom desenvolvimento e pode acabar com sobrepeso.
O perigo está nas trans presente em alguns alimetos industrializados como bolachas, cremes e sorvetes e no excesso das saturadas (de origem animal), que podem prejudicar o desenvolvimento da criança.

Açúcar

Nosso organismo não precisa de mais açúcar do que aquele encontrado naturalmente nas frutas. Porém, quem resiste a um doce ou um bolo? O jeito é consumi-los sem exageros – e ensinar as crianças a fazer o mesmo. É bom saber que o açúcar refinado, que a maioria das pessoas usa, é o mais problemático. Ele não apresenta nenhum nutriente e, por isso, falamos que tem calorias vazias, o açúcar mascavo é um pouco melhor, já que ele preserva as vitaminas e os sais minerais da cana-de-açúcar.

O grande problema do açúcar é que ele vicia. “Quando ingerido em excesso, ele vai depressa demais para a corrente sanguínea, fazendo subir o nível da glicose no sangue. O pâncreas é obrigado a produzir uma quantidade extra de insulina. A insulina abaixa o nível de açúcar rapidamente, causando a vontade de comer mais açúcar. Vira um círculo vicioso. A criança vai querer comer mais e mais e o excesso causa obesidade infantil. Além disso, o açúcar causa acidez o que predispõe o corpo a infecções. Alguns estudos sugerem que o excesso de açúcar pode piorar o estado de crianças hiperativas ou com déficit de atenção.

Você não deve substituí-lo por adoçantes, como é sugerido para os adultos. O correto é ensinar desde cedo as crianças a gostarem de suco natural e frutas sem adoçar. Caso seja necessária a utilização, por exemplo, na limonada, você pode tentar trocar o refinado de sempre pelo tipo mascavo ou demerara, que, pelo menos, contém algumas vitaminas. Se for usar o refinado, cuidado com a quantidade!

Trocas inteligentes

* Sempre prefira alimentos naturais, em vez de comidas industrializadas;
* Na hora de fazer papinhas e outros pratos, troque os temperos industrializados e o sal pelos naturais, como cebola, alho, limão, gengibre, orégano, manjericão e alecrim;
* Prefira sucos naturais, em vez de refrigerantes e versões prontas. Quando comprar os industrializados, leia o rótulo, pois já existem fabricantes comercializando produtos sem conservantes e açúcar;
* Procure não oferecer nada com açúcar para bebês e crianças. A sobremesa deve ser fruta na maioria das vezes. Lembre-se de que os sucos não precisam ser adoçados e que as frutas devem ser ingeridas sozinhas, sem a necessidade de caldas, mel etc.;
* No caso de usar açúcar, experimente os do tipo mascavo ou demerara, menos prejudiciais, já que contém algumas vitaminas;
* Evite biscoitos recheados e sorvetes cremosos, cheios de gordura trans. Troque lanches muito doces por frutas, sucos e salada de frutas;
* Use mais alimentos com gorduras monoinsaturadas e poli-insaturadas, como peixes, abacates e óleos vegetais.

Camila Gurgel
Nutricionista CRN: 18 830

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